Primeiros Rabiscos

Ando com medo e assustada com coisas bobas e pequenas
A fragilidade tem tomado conta do meu ser.
Sinto que preciso experimentar novos ares, novos ventos, novos sabores, novas amizades, novos amores...
Sair de mim, fazer coisas impensáveis.
Qual a necessidade disso?! Ainda não sei
Talvez seja apenas um momento 'doentio' de minha alma
Ou quem sabe, exigência de meu próprio ser diante dessa monotonia.
Como toda rotina, a minha tem se tornado cansativa, angustiante, muito previsível...
Sinto que já não é mais desejo, e sim, necessidade de libertar-me.


Pergunto-me onde foi que parei, quando deixei de viver e pensar em mim
Ou quando esqueci completamente de mim?!
Respostas, não as tenho.
Sinto falta de coisas que nunca vivi, de sabores que nunca experimentei,
De momentos que ainda não vivenciei.
Tenho saudades de andar na chuva,
Correr e sentir o vento, o gosto da liberdade em meu rosto.
Talvez, eu tenha apenas criado um mundo perfeito em que a felicidade transborda em meu ser.


Mesmo sabendo que tudo isto é utopia,  acho que precisava de algo em que eu possa agarrar ou acreditar.
Meu eu tem sede de mudança, de fuga e outras coisas...
Não sei para onde fugir ou esconder
E quem sabe, deixar que a metamorfose tome conta de mim.
Meus pensamentos me atormentam e o medo me assusta cada vez mais.
Estou à margem de um rio e não sei como atravessar
Ou o que há do outro lado.
Arriscar seria a solução? Não sei!
Minha vida já é incerta
E a incerteza do que me espera assombra-me ainda mais.

- Uma jovem estranha

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